Alimentos Ricos em Magnésio: Lista Completa e Como Incluir na Dieta em 2026

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O magnésio é um mineral essencial envolvido em mais de 300 reações no organismo — e a melhor forma de obtê-lo é, sempre que possível, pela alimentação. Mas quais são os alimentos mais ricos em magnésio? Em que quantidade? E como incluí-los de forma prática no dia a dia?

Neste artigo, você encontra a lista completa dos alimentos com maior teor de magnésio, organizados por grupo alimentar, com as quantidades reais do mineral em cada um — e dicas práticas para aumentar a ingestão desse nutriente fundamental na sua rotina alimentar.

Por que Obter Magnésio pela Alimentação?

Antes de partir para a lista de Alimentos, vale entender por que a alimentação é o ponto de partida ideal para garantir os níveis adequados de magnésio.

Os alimentos fornecem o magnésio junto com uma matriz nutricional completa — fibras, vitaminas, outros minerais e compostos bioativos que favorecem a absorção e o aproveitamento do mineral pelo organismo. Além disso, o magnésio proveniente dos alimentos raramente causa efeitos colaterais, pois o organismo regula sua absorção intestinal de forma natural.

A suplementação com magnésio quelato é uma estratégia eficaz e recomendada — mas ela funciona melhor quando somada a uma alimentação rica no mineral, e não como substituta de uma dieta equilibrada.

Quanto Magnésio Você Precisa por Dia?

A ingestão diária recomendada (IDR) de magnésio varia conforme idade e sexo:

– Homens adultos (19–30 anos): 400 mg/dia

– Homens adultos (31+ anos): 420 mg/dia

– Mulheres adultas (19–30 anos): 310 mg/dia

– Mulheres adultas (31+ anos): 320 mg/dia

– Gestantes: 350–360 mg/dia

– Adolescentes (14–18 anos): 360–410 mg/dia

Apesar dessas recomendações, estudos indicam que a maioria dos brasileiros consome bem menos do que o ideal — principalmente pela dieta pobre em vegetais verdes, sementes e grãos integrais e pelo consumo excessivo de alimentos ultraprocessados.

Lista Completa de Alimentos Ricos em Magnésio

Sementes — as campeãs em magnésio

Variedade de sementes e oleaginosas ricas em magnésio em tigelas de madeira incluindo sementes de abóbora girassol amêndoas castanhas e nozes
Close-up de diversas sementes e nozes dispostas em pequenas tigelas

As sementes são, de longe, as fontes mais concentradas de magnésio disponíveis. Pequenas quantidades já fornecem porcentagens expressivas da IDR diária.

Semente de abóbora (crua, sem casca): 535 mg por 100g — mais de 100% da IDR em uma pequena porção. Uma das fontes mais ricas de magnésio conhecidas.

Semente de linhaça: 392 mg por 100g — além do magnésio, rica em ômega-3 e fibras.

Semente de girassol: 325 mg por 100g — versátil e fácil de incluir no iogurte ou saladas.

Semente de gergelim: 351 mg por 100g — ótima fonte quando consumida como pasta (tahine).

Semente de chia: 335 mg por 100g — muito popular e de fácil adição em diversas preparações.

Oleaginosas

As oleaginosas combinam magnésio com gorduras saudáveis, proteínas e outros micronutrientes importantes.

Castanha de caju: 292 mg por 100g — uma das oleaginosas mais ricas em magnésio.

Amêndoas: 270 mg por 100g — excelente lanche e fonte de vitamina E.

Amendoim: 168 mg por 100g — acessível e versátil, tanto in natura quanto como pasta.

Nozes: 158 mg por 100g — ricas em ômega-3 e antioxidantes.

Castanha-do-pará: 376 mg por 100g — também excelente fonte de selênio.

Pistache: 121 mg por 100g — boa opção para lanches.

Grãos Integrais e Cereais

Os grãos integrais preservam o germe e o farelo — partes do grão onde o magnésio se concentra. O processamento (refinamento) elimina grande parte desse mineral.

Farelo de trigo: 611 mg por 100g — concentradíssimo em magnésio, mas consumido em pequenas quantidades.

Quinoa (crua): 197 mg por 100g — proteína completa e excelente fonte de minerais.

Aveia (crua): 177 mg por 100g — versátil e rica em fibras solúveis.

Arroz integral (cru): 143 mg por 100g — superior ao arroz branco que perde boa parte do magnésio no refinamento.

Trigo sarraceno (cru): 231 mg por 100g — ótima alternativa sem glúten.

Farinha de trigo integral: 138 mg por 100g — em substituição à farinha branca nas preparações.

Leguminosas

O feijão, o grão-de-bico e outras leguminosas são alimentos pilares da alimentação brasileira e também excelentes fontes de magnésio.

Feijão preto (cru): 160 mg por 100g — presente no prato brasileiro cotidiano.

Feijão carioca (cru): 140 mg por 100g — o mais consumido no Brasil.

Grão-de-bico (cru): 115 mg por 100g — versátil em saladas, sopas e homus.

Lentilha (crua): 122 mg por 100g — de preparo rápido e muito nutritiva.

Ervilha (crua): 115 mg por 100g — boa opção fresca ou congelada.

Edamame (soja verde): 65 mg por 100g (cozido) — lanche nutritivo e saboroso.

Vegetais Verdes Escuros

Vegetais verdes escuros e leguminosas ricas em magnésio incluindo espinafre couve brócolis feijão preto e lentilha sobre superfície clara
Vegetais folhosos verdes e leguminosas sobre uma superfície branca de madeira

A clorofila — pigmento que dá a cor verde às plantas — tem o magnésio como elemento central de sua estrutura molecular. Por isso, vegetais verdes escuros são naturalmente ricos no mineral.

Espinafre (cozido): 87 mg por 100g — uma das melhores fontes vegetais de magnésio.

Acelga (cozida): 86 mg por 100g — pouco consumida no Brasil, mas muito nutritiva.

Couve (crua): 47 mg por 100g — tradicional na culinária brasileira e fácil de incluir.

Brócolis (cozido): 21 mg por 100g — além do magnésio, rico em vitamina C e fibras.

Rúcula (crua): 47 mg por 100g — ótima opção em saladas.

Agrião (cru): 21 mg por 100g — levemente picante e muito nutritivo.

Chocolate Amargo

O chocolate amargo com alto teor de cacau (70% ou mais) é uma das fontes de magnésio mais surpreendentes e apreciadas.

Chocolate amargo 70–85% cacau: 228 mg por 100g — além do magnésio, rico em antioxidantes (flavonoides).

Cacau em pó (sem açúcar): 499 mg por 100g — altíssima concentração de magnésio.

Atenção: o chocolate ao leite e o chocolate branco têm teores muito menores de cacau e, consequentemente, muito menos magnésio.

Frutas

As frutas em geral não são fontes muito concentradas de magnésio, mas contribuem para a ingestão diária quando consumidas regularmente.

Abacate: 29 mg por 100g — além do magnésio, rico em gorduras saudáveis e potássio.

Banana: 27 mg por 100g — prática e acessível.

Figo seco: 68 mg por 100g — mais concentrado do que o fresco.

Tâmara: 54 mg por 100g — boa opção de lanche natural.

Ameixa seca: 41 mg por 100g — também contribui para a saúde intestinal.

Peixes e Frutos do Mar

Alguns peixes e frutos do mar são fontes relevantes de magnésio, além de fornecerem proteínas de alta qualidade e ômega-3.

Atum (em conserva): 28 mg por 100g

Salmão (cozido): 30 mg por 100g

Sardinha (em conserva): 39 mg por 100g

Camarão (cozido): 34 mg por 100g

Mariscos/mexilhão (cozido): 37 mg por 100g

Por que é Difícil Obter Magnésio Suficiente pela Dieta?

Mesmo com uma lista tão rica de alimentos, a realidade é que a maioria dos brasileiros não ingere magnésio suficiente pela dieta. Os principais motivos são:

Empobrecimento do solo: O uso intensivo do solo agrícola e o uso excessivo de fertilizantes reduziram o teor de minerais nos alimentos nas últimas décadas. Um estudo publicado no British Food Journal mostrou que o teor de magnésio em vegetais caiu significativamente entre 1940 e 2000.

Processamento dos alimentos: O refinamento de grãos elimina o germe e o farelo — justamente onde o magnésio se concentra. O arroz branco, a farinha branca e o açúcar refinado têm quantidades irrisórias do mineral em comparação às versões integrais.

Hábitos alimentares modernos: O consumo crescente de alimentos ultraprocessados, fast food e refrigerantes — em detrimento de vegetais, sementes e grãos integrais — reduz drasticamente a ingestão de magnésio.

Fatores que aumentam a perda: Consumo excessivo de álcool, cafeína, estresse crônico e uso de certos medicamentos aumentam a excreção de magnésio pelo organismo.

Como Aumentar o Magnésio na Dieta: Dicas Práticas

Refeição saudável e colorida rica em magnésio com aveia banana sementes de abóbora e chocolate amargo em ambiente de cozinha iluminado
Tigela de aveia com rodelas de banana, sementes de abóbora e gotas de chocolate amargo

Substitua o arroz branco pelo integral: Uma mudança simples que aumenta significativamente o aporte de magnésio e outros minerais.

Adicione sementes ao iogurte, saladas e smoothies: Uma colher de sopa de sementes de abóbora ou chia já contribui com uma boa porção de magnésio.

Inclua oleaginosas no lanche da tarde: Um punhado de amêndoas, castanhas ou nozes é prático, nutritivo e rico em magnésio.

Aumente o consumo de feijão e lentilha: As leguminosas são o arroz com feijão do magnésio — baratas, acessíveis e muito nutritivas.

Escolha chocolate amargo com mais de 70% de cacau: Uma pequena porção satisfaz o desejo por doce e ainda fornece magnésio e antioxidantes.

Use espinafre e couve regularmente: Em saladas, refogados, vitaminas ou sopas — vegetais verdes escuros são aliados poderosos da ingestão de magnésio.

Prefira pão e massas integrais: A versão integral preserva o magnésio e outras vitaminas do complexo B presentes no farelo do grão.

Quando a Suplementação é Necessária?

Mesmo com uma dieta rica em magnésio, algumas situações podem exigir suplementação adicional:

– Atletas e praticantes de atividade física intensa — perda aumentada pelo suor

– Gestantes — demanda aumentada durante a gravidez

– Idosos — absorção intestinal reduzida com a idade

– Pessoas com estresse crônico — excreção aumentada pelo organismo

– Usuários de diuréticos ou outros medicamentos que aumentam a excreção de magnésio

– Pessoas com doenças que comprometem a absorção intestinal

Nesses casos, o magnésio quelato (bisglicinato) é a forma de suplementação mais recomendada — pela alta biodisponibilidade e excelente tolerância gastrointestinal.

Para saber mais sobre a suplementação, confira nosso Guia Completo do Magnésio Quelato.

FAQ — Perguntas Frequentes

Qual alimento tem mais magnésio?

As sementes de abóbora cruas e sem casca são campeãs — com cerca de 535 mg de magnésio por 100g, mais do que a ingestão diária recomendada para adultos. O farelo de trigo tem ainda mais (611 mg/100g), mas é consumido em quantidades muito menores.

Cozinhar os alimentos reduz o magnésio?

Sim, o cozimento pode reduzir o teor de magnésio dos alimentos, especialmente quando feito em água (cozimento por imersão), pois o mineral se dissolve na água de cozimento. Prefira cozimento a vapor, refogado rápido ou consumo cru sempre que possível.

Leite e laticínios são boas fontes de magnésio?

Laticínios são fontes moderadas de magnésio — o leite integral contém cerca de 10 mg por 100ml, e o queijo varia entre 20 e 50 mg por 100g. São contribuintes na dieta, mas não se comparam às sementes e oleaginosas em teor do mineral.

Água mineral tem magnésio?

Algumas águas minerais têm teores relevantes de magnésio — verifique o rótulo. Águas com mais de 50 mg de magnésio por litro podem contribuir de forma significativa para a ingestão diária.

Café e chá reduzem a absorção de magnésio?

O café e o chá podem aumentar ligeiramente a excreção de magnésio pelos rins quando consumidos em excesso. Consumo moderado (até 3 xícaras por dia) não representa risco significativo para pessoas com alimentação equilibrada.

Conclusão

Uma alimentação variada e rica em sementes, oleaginosas, grãos integrais, leguminosas e vegetais verdes escuros é a base para garantir níveis adequados de magnésio no organismo. Pequenas mudanças nos hábitos alimentares — como substituir o arroz branco pelo integral, adicionar sementes ao iogurte ou incluir mais feijão na dieta — já fazem uma diferença real na ingestão diária do mineral.

Para quem tem necessidades aumentadas ou não consegue atingir a IDR pela alimentação, o magnésio quelato é o complemento ideal — seguro, eficaz e com a melhor biodisponibilidade disponível.

Leia também:

Magnésio Quelato: Guia Completo — tudo o que você precisa saber sobre esse mineral essencial.

As informações deste artigo têm caráter informativo e educacional. Consulte sempre um médico ou nutricionista para orientação personalizada sobre sua alimentação e suplementação.

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